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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

5 de outubro de 1143, Portugal país soberano – O Tratado de Zamora

872º ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DE PORTUGAL

Hoje comemora-se o centenário da república, mas quem se lembra que foi neste dia.

À 872 anos, que Portugal se tornou no País soberano? Pois é, desde o Tratado de Zamora que somos um país, vamos dar um pouco mais de importância a esta data!

 

O Tratado de Zamora foi o resultado da conferência de paz entre Afonso Henriques e o seu primo, rei Afonso VII de Castela e Leão, a 5 de Outubro de 1143, marcando geralmente a data da Independência de Portugal e o início da dinastia Afonsina. Após uma vitória em Ourique, em 1139, D. Afonso Henriques consolidou a sua posição para formar um novo Reino, com o apoio do Arcebispo de Braga.


Foi neste dia, 5 de Outubro de 1143, que D. Afonso Henriques se tornou no primeiro Rei de Portugal, ou seja, D. Afonso I de Portugal.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Uma revolução à quarenta anos atrás e a liberdade

Celebra-se os 40 anos da grande revolução em Portugal no século XX, os Portugueses libertaram-se de uma ditadura de dezenas de anos que levou Portugal à obscuridade.

A 25 de Abril de 1974, os portugueses puderam então usar da liberdade, "abrir" a boca e dizer o que quer, sem medos. Os portugueses ficaram livres, livres de fazerem o que quisessem, seguirem os seus caminhos, novas liberdades, novas escolhas, novas vidas.
Hoje 40 anos depois até parece que houve um retrocesso, os portugueses podem falar, mas serão livres?! Hum...
Hoje a liberdade é limitada pelos recursos financeiros. O portugues deve aqui, deve ali, deve aos bancos, deve ao estrangeiro...isso é liberdade? Não come fora porque não tem dinheiro, não passeia porque não tem dinheiro...ou o salário é pouico e cada vez mais curto por causa dos muitos cortes ou porque está desempregado!!!
Procura-se alternativas, meios de otimizar o pouco que se tem, procura-se part-time para reforçar o pouco que se ganha e depois fica a falta de tempo para a família, de passear, de receber e dar carinho a quem se ama...é liberdade hoje?
A revolução foi à quarenta anos atrás...a liberdade foi à quarenta anos atrás pois se saíu da ditadura para a democracia, mas hoje onde estão esses valores?
Sem liberdade financeira, não há liberdade...

Procura e encontra aqui novas oportunidades aqui

As oportunidades existem, só a revolução contra o medo pode fazer-te mudar!

Basta um registo seguro aqui e tua vida pode mudar quando menos esperas!
 
A vida é mesmo assim, feita de Revoluções e de Liberdade!
Só cada um de nós pode hoje efectua-las!
Não te percas em esperanças em jogos e lotarias, aprende e segue o caminho seguro!

Se tiveres dúvidas nós temos as Respostas!

Consulta as FAQ (Perguntas Frequêntes)

Até Já! Nos encontramos em breve!


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Portugal falls 11 list of the best hostels in the world







The Hoscars elect the best hostels in the world, and Portugal also secured his place on this list ... in fact eleven places. Check out the best national low cost accommodation.

Portugal Back to attract attention across borders and evidence that has sites of excellence which should be included in any list of "sites not to be missed 'by tourists from around the world ultimately also has the best hostels in the world.

Who says it is the largest international portal hostels, the 'Hostelworld', which elected the best low cost accommodation in the world, ranking contained 11 Portuguese origin.
Oscars of the hostels, dubbed Hoscars are allocated annually to the best hostels in the world and rated by consumers.

Meet the Portuguese hostels that earned the prestigious distinction of this site.

 

Portugal inscreve 11 hostels na lista dos melhores do mundo








Os Hoscars elegem os melhores hostels do Mundo, sendo que Portugal também garantiu o seu lugar nesta lista...aliás onze lugares. Confira os melhores alojamento low cost nacionais.
 
Portugal volta a atrair atenções além-fronteiras e prova que possui locais de excelência que deveriam constar em qualquer lista de ‘sítios a não perder’ por turistas de todo o Mundo, afinal tem também os melhores hostels do planeta.

Quem o diz é o maior portal internacional de hostels, o ‘Hostelworld’, que elegeu os melhores alojamentos low cost do Mundo, ranking em que constam 11 de origem portuguesa.
Os óscares dos hostels, batizados de Hoscars, são atribuídos anualmente aos melhores hostels do mundo e votados pelos consumidores.

Conheça os hostels portugueses que mereceram a distinção deste conceituado site.

Fonte: Noticias ao Minuto

sábado, 1 de dezembro de 2012

Restauração da Independência em 1640


Este será o último Feriado da Restauração da Independência de Portugal, que eu acho muito mais importante que muitos outros feriados ainda existentes, não que se deixem também de celebrar, mas independência de um país, neste caso de Portugal o nosso país, nunca se deveria deixar de celebrar com um feriado nacional! Espero que no futuro este Feriado volte, pois a nossa história, o nosso País merece mostrar a sua Independência a Todos!
Deixo uma pesquisa realizada acerca da história da nossa independência.

Revolução de 1 de Dezembro

A 1 de Dezembro de 1640, termina o período de 60 anos em que o Reino de Portugal foi governado pela dinastia Filipina de Espanha, com o fim do reinado de D. Filipe III (conhecido como Felipe IV em Espanha).
Quando em 1578 sob o comando do rei D. Sebastião, Portugal foi derrotado na batalha de Alcácer Quibir, ficou sem rei ou sucessor ao trono. Durante dois anos o trono foi ainda ocupado pelo Cardeal-Rei D. Henrique, mas os direitos de Filipe II de Castela (o monarca Habsburgo era primo de D. Sebastião e portanto neto de D. João III) por um lado e o seu dinheiro por outro levaram a que grande parte da nobreza portuguesa aceitasse o domínio de um rei estrangeiro.

Dá-se o nome de Restauração ao regresso de Portugal à sua completa independência em relação a Castela em 1640, depois de sessenta anos de regime de monarquia dualista (1580-1640) em que as coroas dos dois países couberam ambas a Filipe II, Filipe III e Filipe IV de Castela. Nos anos imediatamente anteriores a 1640 começou a intensificar-se o descontentamento em relação ao regime dualista em parte dos membros da classe aristocrática, dos eclesiásticos (principalmente os jesuítas, que exploraram nesse sentido as crenças sebastianistas – e, em geral, «encobertistas») e acaso também entre os interessados no comércio com as províncias ultramarinas do Atlântico. 
(…) A má administração do governo espanhol constituía uma grande causa de insatisfação dos Portugueses em relação à união com Castela.
Dessa má administração provinha o agravamento dos impostos. 
(…) A população mostrou logo a sua má vontade. (…) A tensão agravou-se quando o clero (cujos privilégios o isentavam de tais imposições) se viu também incluído na coleta geral. (…) Também no Ultramar surgiram protestos. 
(…) Em 1635 era estendido a todo o reino o imposto do «real de água», bem como o aumento do das sisas. Em 1634 confiava Olivares o governo de Portugal a uma prima co-irmã de Filipe IV, a princesa Margarida, viúva de Vicêncio Gonzaga, duque de Mântua. Ao mesmo tempo (fins de 1634) Miguel de Vasconcelos era transferido do seu posto de escrivão da Fazenda para as elevadíssimas funções de secretário de Estado, em Lisboa, junto da duquesa, cargo em que teve ensejo de desagradar muito aos Portugueses não partidários de Castela. 
(…) Então em luta com a Espanha, [que] se empenhava em impelir Portugal e a Catalunha contra o governo de Madrid. 
(…) Em 1638 tomou o conde-duque uma outra resolução que descontentou a nossa gente: a pretexto de os consultar sobre uma projetada reforma da administração do nosso País, convocou a Madrid grande número de fidalgos, e ordenou levas de tropas para servir nas guerras que a monarquia espanhola sustentava, sangrando assim Portugal das suas maiores forças. 
(…) O que veio dar mais impulso à ideia da independência foram as novas exigências do conde-duque.
Em Junho de 1640, com efeito, insurgia-se a Catalunha, e Olivares pensou em mandar portugueses a combater os catalães revoltados, ao mesmo tempo que se anunciavam novos impostos. (…)
Aderiram à conjura o juiz do povo, os Vinte e Quatro dos mesteres e vários eclesiásticos, entre os quais o arcebispo de Lisboa, D. Rodrigo da Cunha. Deram também a sua colaboração o doutor Estêvão da Cunha, deputado do Santo Ofício, e D. António Telo.
Em Outubro realizou-se uma reunião conspiratória no jardim do palácio de D. Antão de Almada, a S. Domingos, em Lisboa. Assistiram, além dele, D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo, Jorge de Melo, Pêro de Mendonça e João Pinto Ribeiro. 
(…) Teve também influxo na resolução a mulher do futuro Monarca, D. Luísa de Gusmão. (…) Chegado a Lisboa a 21-11-1640, João Pinto Ribeiro convocou os conspiradores para uma reunião num palácio que o duque tinha em Lisboa e onde ele, João Pinto, residia. Decidiu-se estudar em pormenor o plano do levantamento, amiudando-se as reuniões. Por fim, marcou-se o momento de sublevação: 9 horas da manhã de sábado, 1.º de Dezembro. Na noite de 28 para 29 surgiram complicações, por haver quem julgasse que eram poucos os conjurados; mas João Pinto Ribeiro, a quem quiseram encarregar de transmitir ao duque o intuito de se adiar, opôs-se tenazmente a tal ideia, numa discussão que se prolongou até as 3 horas da manhã. 

(…) O dia 1.º de Dezembro amanheceu de atmosfera clara e muito serena. Tinham-se os conjurados confessado e comungado, e alguns deles fizeram testamento. Antes das 9 horas foram convergindo para o Terreiro do Paço os fidalgos e os populares que o padre Nicolau da Maia aliciara. Soadas as nove horas, dirigiram-se os fidalgos para a escadaria e subiram por ela a toda a pressa. Um grupo especial, composto por Jorge de Melo, Estêvão da Cunha, António de Melo, padre Nicolau da Maia e alguns populares, tinha por objetivo assaltar o forte contíguo ao palácio e dominar a guarnição castelhana, apenas os que deveriam investir no paço iniciassem o seu ataque. Estes rapidamente venceram a resistência dos alabardeiros que acudiram ao perigo e D. Miguel de Almeida assomou a uma varanda de onde falou ao povo. Estava restaurada a independência…

Só por volta das 10:00 horas da manhã é que o povo de Lisboa tem conhecimento do sucedido, já o duque de Bragança é Rei de Portugal.
Embora guiada e conduzida pela nobreza portuguesa, a revolução tem uma aceitação total. Em todo o país quando se conhece a boa nova da destituição da duquesa e do fim do domínio dos Habsburgos, há movimentações de regozijo. As várias cidades do país declaram o seu apoio a D. João IV em poucos dias.

O Duque de Bragança(1) só chega a Lisboa no dia 6 de Dezembro para ser aclamado rei, com o título de D.João IV. 
Nas duas semanas que se seguem - todo o país - nobres e municípios, se declara por D. João IV, sem que seja disparado um único tiro.
Quando a notícia começa a chegar ao reino de Castela os estudantes portugueses da universidade de Salamanca abandonam a cidade e voltam a Portugal para se alistarem no exército.

Já os nobres portugueses que se encontravam em Madrid dividem-se em dois grupos.
Enquanto uma parte junta os seus haveres e volta para Portugal, outra parte acabará por preferir as vantagens e o dinheiro que a sua presença na corte madrilena lhes davam, não retornando a Portugal e mesmo lutando contra a independência do seu próprio país.

(
)  (1) O duque de Bragança era o homem mais rico da península ibérica e era praticamente dono de grande parte das terras de Portugal. Além de duque de Bragança era igualmente duque de Barcelos e de Guimarães, marquês de Valença e de Vila Viçosa, conde de Ourém, Arraiolos e de Neiva, possuindo uma quantidade enorme de propriedades e senhorios. Calcula-se que o número total de pessoas sob a dependência direta do duque de Bragança e seus súbditos fosse de aproximadamente 100.000.
Bibliografia: In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Limitada, Vol. 25, Lisboa/Rio de Janeiro, 1978, pp. 317-319.